Em um passado não muito distante, o Contador não era tratado, respeitado e indispensável como nos tempos atuais. O “Contador” é uma das profissões mais antigas que existe com relatos de aproximadamente 2000 anos A.C., quando se ainda fazia-se o famigerado “escambo” (troca). Para se fazer cumprir a “contagem” correta, se fez necessário a figura de pessoas que soubessem avaliar aquele bem (ou bens) recebido, em relação ao bem (ou bens) dado nesta troca.

Já fomos chamados de “Guarda-livros”, por sermos aqueles que preenchiam os livros exigidos em uma empresa (entrada, saída, inventário, livro caixa, diário, razão, etc…) que nos primórdios eram preenchidos manualmente, depois de modo mecanizado e, atualmente, informatizado. Não tínhamos o reconhecimento merecido. Nos dias de hoje, após a publicação da Lei 11638/2007, que trouxe a obrigatoriedade da Convergência da Contabilidade Brasileira aos padrões internacionais e a ampliação das normas internacionais de contabilidade, o International Financial Reporting Standards (IFRS), o Contador passou a ser uma figura essencial para qualquer pessoa. Seja ela Física ou Jurídica.

Com todas essas mudanças, vieram também as exigências da União, dos Estados e dos Municípios de uma série de mecanismos que monitoram virtualmente todas as informações prestadas pelas empresas, tais como: DIMOB, DIMOF, DCTF, DACON, SPED, DIPJ, entre outros mais que, na minha humilde opinião, não deveriam ser da obrigatoriedade do contador e sim, dos órgãos fiscalizadores que os idealizaram.

E assim, nessa evolução, o Contador e o Técnico em Contabilidade são aqueles que precisam estudar, ler, aprimorar seus conhecimentos, se reciclarem e se atualizarem permanentemente, enquanto ambos estiverem exercendo a profissão contábil.

Hoje, a demanda por profissionais da área contábil está entre as cinco profissões mais procuradas do País e uma das que mais se valorizam. Somos, hoje em dia, imprescindíveis em todas as empresas em qualquer lugar do planeta. Deixamos de ser meros calculadores de impostos e passamos a ser o elo entre as empresas/empresários com o fisco federal, estadual e municipal. Temos a obrigação de orientar o empresário, sempre dentro da ética e idoneidade profissional, a como se municiar de relatórios e soluções, a como gerir seus negócios e seus empreendimentos e sua vida financeira em geral.

Venho trabalhando com Contabilidade por quase 40 anos e ainda continuo fascinado e me sentindo como um eterno aprendiz!


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